Com sua falsidade bem maquiada, Você pôs fogo em um coração, Que ardia voluntariamente por você! Hoje, você grita! Não o ouço. Ninguém ouve, Seus gritos por socorro. Abafados, Por seu próprio choro. Nunca pedi pela sua dor. Porque eu sei, amor! Que você terá do verdadeiro amor, Aquele que enche a alma, E completa a vida tão suavemente, A mesma quantidade que dedicou a mim! Agora, a ferida no meu peito está curada. Mas a sua não, jamais estará! O sangue jorrará continuamente, E quando a esperança te cobrir de promessas, E a ferida perecer cicatrizada, Você mesmo rasgará o próprio peito de novo. Você, e só você, é culpado, Por todo esse sangue que suja suas mãos, E deixa sua marca, onde quer que você passe! Você se alimenta dessa dor. Não sabe ser feliz, preservar o que tem. Você quer sangue, Quer a dor, E espera a morte! Pois bem, vai colher o que você mesmo plantou, Porque a cada dia, Cava mais da sua própria cova!
Simplicidade Absoluta!
Quero isso, chegar em casa depois de ver um bom amigo, colocar a primeira camiseta velha e rasgada e me jogar na piscina. Não me preocupar se tenho vizinhos, vendo ou não, meu corpo delineado por uma camiseta que mais mostra do que cobre. Quero alguém para se jogar comigo na água de cueca e não se preocupar com vergonhas e brincadeiras. Não me preocupar, quero liberdade, quero ser livre. Quero tudo mais simples. Não ter que me preocupar se serei vista, não ligo de me expor agora. Quero tudo, e ao mesmo tempo, nada. Quero poder entrar na minha pequena casinha, descalça, com a água pingando pela camiseta e escorrendo pelas minhas pernas. Fazer um miojo e sentar molhada pra ver televisão. Quero uma simplicidade absoluta e ressoante que me cubra e transborde. Quero fechar os olhos e dormir no sofá, ouvindo Los Hermanos tocar pela casa inteira e também quero você, me abraçando e beijando, me pegando no colo e que tudo não passe de uma doce brincadeira eterna entre dois amigos.



